OAB-PE lança vídeo com experiência de advogada que descobriu câncer de mama após ações do Outubro Rosa

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Foi em outubro do ano passado, quando estava engajada em ações de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama realizadas pela Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-PE, da qual era presidente, em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (Caape), que Fernanda Braga Maranhão percebeu um nódulo no seio. Graças à campanha, procurou um médico imediatamente e recebeu o diagnóstico positivo para a doença. A partir de então, começou uma etapa de luta na vida da jovem advogada, sempre atrelada ao otimismo e ao reconhecimento da importância do autoexame para o diagnóstico precoce, que traz a possibilidade de um tratamento com menos sequelas e mais bem-sucedido.

No vídeo produzido pela CMA e pela Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA/OAB-PE), dentro das ações de engajamento ao Outubro Rosa, Fernanda conta sua experiência com a doença e a força de vontade para superar um mal que, só em 2016, teve mais de 57 mil novos casos registrados no Brasil. Acesso o vídeo no link https://youtu.be/k9s76_PwThQ

A produção e a divulgação do vídeo é uma das muitas ações de engajamento da OAB-PE no Outubro Rosa em 2017. Até o próximo dia 31, outras iniciativas estão em andamento ou serão realizadas pela entidade. Entre elas, a iluminação da fechada do edifício sede, no Recife, na cor rosa, a distribuição de laços de fita rosa entre funcionários e funcionárias e estagiários e estagiárias e a promoção de um evento para discutir aspectos legais envolvendo o câncer de mama.

Mais – Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no país, cerca de 28% dos casos novos anuais da moléstia são de mama. De forma mais rara, a doença também acomete os homens, representando aproximadamente 1% do total. Em 2016, foram diagnosticadas quase 57.960 ocorrências do problema. Levantamento do órgão aponta que, em 2013, dos 14.388 óbitos causados pelo câncer de mama, 14.206 foram mulheres e 181 homens.

Considerando que quatro e cada cinco casos ocorrem após os 50 anos, a idade é um importante fator de risco para o câncer de mama. Entretanto, há outros elementos que podem aumentar o risco para a doença, como questões ambientais e comportamentais, da história reprodutiva e hormonal e genéticos e hereditários. Como parte deles estão obesidade, sedentarismo, histórico familiar, primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos nem amamentado, uso de contraceptivos hormonais, primeira gravidez após os 30 anos e parar de menstruar após os 55 anos, entre outros.

Prevenção – A adoção de hábitos de vida saudáveis figura como uma das principais formas de prevenção ao câncer de mama. Praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter o peso corporal adequado e aderir a uma alimentação saudável estão entre as indicações do Inca como formas de precaução.

O autoexame nos seios deve ser feito periodicamente. Os principais sinais e sintomas são caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito e/ou saída espontânea de líquido dos mamilos; e nódulos na região das axilas ou no pescoço. A orientação é que, diante de alterações mamárias do tipo, o serviço de saúde seja buscado imediatamente para a realização do diagnóstico ou não de câncer de mama.