
A coragem da Advocacia. A força de Pernambuco. A essência da Justiça. Uma história de resiliência e protagonismo
A OAB Pernambuco foi fundada em fevereiro de 1932. Naquele momento, já existia o Instituto dos Advogados de Pernambuco. Foi precisamente na sede do IAP, no segundo andar do Palácio da Justiça, à Praça da República, que se reuniram os fundadores da Seccional pernambucana. Compareceram à sessão de fundação os advogados Joaquim Inácio de Almeida Amazonas, Antônio Vicente de Andrade Bezerra, Tomás de Oliveira Lôbo, Arsênio Meira de Vasconcelos e Artur Tavares de Moura. Aclamado para assumir a presidência daquela primeira sessão, Joaquim Amazonas assim o fez, passando-se em seguida à eleição da Diretoria do Conselho. Os votos deram a presidência ao próprio Joaquim Amazonas e a vice-presidência a Andrade Bezerra, ficando como Secretário Artur de Moura e como Tesoureiro Tomás Lôbo.
Em 30 de junho anunciou-se a realização de uma Assembleia Geral, com o fim de reunir todos os advogados inscritos e de eleger mais dez membros para o conselho da Ordem. A Assembleia reuniu-se no dia 3 de julho, no salão do Júri do Palácio da Justiça. Na ocasião, procedeu-se à eleição de dez novos componentes do Conselho, tendo sido escolhidos os seguintes nomes: João Paes de Carvalho Barros, José Joaquim de Almeida, Amaro Gomes Pedrosa, Mário de Almeida Castro, Liberalino de Almeida, Antônio Amazonas de Almeida, Raimundo Diniz Barreto, Ângelo de Souza, Francisco Barreto Campelo e Domingos Marques Vieira.
A nossa história ao longo destes mais de 90 anos está no Memorial da Advocacia Pernambucana Fernando Coelho, onde o passado e o presente se encontram criando uma tapeçaria viva da trajetória da advocacia em nosso estado. Somos transportados por uma jornada de dedicação e compromisso. A bravura de advogados e advogadas que, década após década, ergueram a tocha da justiça e dos direitos fundamentais, iluminando os caminhos da nação, ganha destaque. Os alicerces sobre os quais a Ordem se sustenta não são meramente institucionais; eles são construídos com o vigor e a paixão daqueles que, com coragem e resiliência, enfrentaram adversidades e desafios, sempre em defesa da igualdade, da liberdade e da preservação intransigente do Estado de Direito. E é essa mesma força que, hoje, reverbera nas ações e decisões da OAB, solidificando seu papel como guardiã dos princípios mais caros à nossa democracia.
Conheça o Memorial da Advocacia Fernando Coelho na sede da OAB-PE. Estamos localizados na Rua do Imperador Pedro II, 346 - Santo Antônio - Recife | PE. O espaço está localizado no térreo do prédio. Não é necessário agendamento.
Presidentes
Em breve, biografia. BiografiaFernando Ribeiro Lins 01.01.2022 a 31.12.2024
Em breve, biografia. BiografiaBruno de Albuquerque Baptista 01.01.2019 a 31.12.2021
Em breve, biografia. BiografiaRonnie Preuss Duarte 01.01.2016 a 31.12.2018
Em breve, biografia. BiografiaPedro Henrique Braga Reynaldo Alves 01.01.2013 a 31.12.2015
Em breve, biografia. BiografiaHenrique Neves Mariano 01.01.2010 a 31.12.2012
Em breve, biografia. BiografiaJayme Jemil Asfora Filho 01.01.2007 a 31.12.2009
Em breve, biografia. BiografiaJúlio Alcino de Oliveira Neto 01.01.2004 a 31.12.2006
Em breve, biografia. BiografiaAdemar Rigueira Neto 01.01.2001 a 31.12.2003
Em breve, biografia. BiografiaAluísio José de Vasconcelos Xavier 01.02.1995 a 31.12.2000
Em breve, biografia. BiografiaJorge da Costa Pinto Neves 01.02.1989 a 31.01.1995
Em breve, biografia. BiografiaPaulo Marcelo Wanderley Raposo 16.05.1986 a 31.01.1989
Em breve, biografia. BiografiaFernando de Vasconcellos Coelho 01.02.1985 a 31.01.1987
Em breve, biografia. BiografiaHélio Mariano da Silva 01.02.1983 a 31.01.1985
Em breve, biografia. BiografiaDorany de Sá Barreto Sampaio 01.02.1979 a 31.01.1983
Em breve, biografia. BiografiaOctávio de Oliveira Lôbo 01.02.1977 a 31.01.1979
Em breve, biografia. BiografiaMoacir Cesar Baracho 01.02.1975 a 31.01.1977
Em breve, biografia. BiografiaJoaquim Correia de Carvalho Júnior 01.02.1971 a 31.01.1975
Em breve, biografia. BiografiaCarlos Martins Moreira Vice-presidente no exercício da Presidência – 29.08.1963 a 08.11.1965
Em breve, biografia. BiografiaJosé Cavalcanti Neves 31.03.1953 a 01.02.1971
Em breve, biografia. BiografiaNilo Augusto Dornellas Câmara 06.08.1952 a 31.03.1953
Em breve, biografia. BiografiaThomaz de Oliveira Lobo 08.06.1951 a 06.08.1952
Em breve, biografia. BiografiaPedro de Melo Cahu 31.03.1949 a 31.03.1951
Em breve, biografia. BiografiaJoaquim Ignácio de Almeida Amazonas 08.02.1932 a 28.02.1949 / 31.03.1951 a 08.06.1951
Marcos

Abelardo da Hora
Abelardo Germano da Hora, filho de José Germano da Hora e Severina Maria Germano da Hora, nasceu aos 31 de julho de 1924 na Usina Tiúma, em São Lourenço da Mata (Pernambuco). A partir de 1928, muda-se com a família para a Usina São João da Várzea, no subúrbio do Recife. Em 1939, Abelardo entra para a Escola de Belas Artes do Recife. No mesmo ano, ingressou no curso de escultura, desta instituição. Estudou desenho, gravura, pintura e escultura, com uma geração de grandes mestres, anteriores à dele, destacando-se com maestria e virtuosismo em todas as técnicas. A partir de 1940, começou a integrar o Diretório Estudantil da Escola de Belas Artes e foi eleito seu presidente em 1941, onde começou a estimular os estudantes a visitarem “a vida lá fora”, liderando grupos de alunos a desenhar e pintar paisagens urbanas e rurais, bem como as matas e a vida agitada nos subúrbios do Recife. Seu trabalho chamou a atenção do industrial Ricardo Brennand, que possuía residência na região e o contratou, trabalhando com ele no período de 1943 até 1945, realizando vários projetos ligados às temáticas regionais, fauna e flora, manifestações culturais, a vida cotidiana da usina e adjacências, além de encomendas dos clientes da indústria cerâmica, produzindo relevos tanto em barro, quanto cerâmica artística e terracota. Em 3 de março de 1945 participa, no Recife, do comício pela redemocratização do país e contra a ditadura Vargas. Um de seus acompanhantes foi um dos filhos do industrial Ricardo Brennand: Francisco (Brennand), que teve Abelardo como seu primeiro professor de Arte e mestre para a vida.
Em 1945 viaja para o Rio de Janeiro e instala-se numa pensão do centro da cidade. Ali conhece os irmãos Augusto e Abelardo Rodrigues, e passa a acompanhar a atuação do Partido Comunista do Brasil (PCB) na Câmara dos Deputados da então capital federal. Faz a escultura “A Família” para participar do Salão de Belas Artes, que foi suspenso pelo presidente Dutra. Em 1946, voltou para o Recife. Abelardo passou o ano de 1947 preparando sua primeira exposição de esculturas, que foi realizada em abril de 1948 na Associação dos Empregados do Comércio de Pernambuco. Na vernissage da exposição, criou a Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), juntamente com o arquiteto Hélio Feijó e a artista Ladjane Bandeira, sendo presidente da SAMR por dez anos.
A partir dos anos 1950, Abelardo da Hora passa a ser peça-chave na movimentação cultural de Pernambuco, contribuindo decisivamente para a forma como este estado seria visto pelo país no campo das artes. Os frutos da SAMR vão gerar o Ateliê Coletivo (1952 a 1957), onde Abelardo foi seu presidente e coordenou ações em várias vertentes das artes visuais, dando aulas e formando grupos de novos artistas, e gerando intercâmbios regionais, nacionais e internacionais, especialmente com os Clubes de Gravura de outros estados(3). O Ateliê marca o rompimento com o sistema acadêmico de ensino implantado pela Escola de Belas Artes local. Trata-se de um dos primeiros movimentos de artistas organizados na capital pernambucana, responsável, entre outros, pelos 3º e 4º Salões de Arte Moderna, como continuação dos 1º e 2º Salões dos Independentes da década anterior. No Ateliê Coletivo, o objetivo central é "valorizar a arte e revigorar o caráter brasileiro de nossa criação artística", indicava o próprio Abelardo. No Ateliê, formou e trabalhou junto com outros grandes artistas, como Corbiniano Lins, Ladjane Bandeira, José Cláudio, Gilvan Samico, Wilton de Souza, Ivan Carneiro, Wellington Virgolino, Reynaldo Fonseca, entre outros. No campo político, foi um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular, na gestão do então prefeito do Recife Miguel Arraes de Alencar, em 1960.
Cria, entre os anos 1961 e 1963 a série “Meninos do Recife”, desenhos à bico de pena onde o mestre denuncia a situação de pobreza e de risco das crianças de rua da cidade, apresentando um traço e um estilo próximos ao cubismo com um viés expressionista, típicos de sua obra. Entre os anos 1950 e 1960, povoou a cidade do Recife com esculturas de temas populares e de formas arredondadas – típicas da tradição Nordestina e Pernambucana vindas desde Vitalino; bem como projetos de mobiliário urbano, monumentos; e fez, ainda, a primeira escultura pública de grande escala do “Espaço Dinamismo” (ou Arte Cinética) no Brasil, em 1961: a torre de iluminação, que ficava no que se chama hoje de Bairro da Torre, no Recife – tendo sido destruída pelos militares, durante o golpe. Produz, também, trabalhos no campo do muralismo, tanto para o Recife, quanto para outras capitais do Nordeste – trabalho que também levou até o fim da vida, ao finalizar, em 2012, série de murais para as fachadas de hospitais públicos em Pernambuco.
