OAB-PE tem primeira conselheira seccional negra

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Na sessão desta segunda-feira (17) do Conselho Pleno, a advogada Manoela Alves foi eleita a primeira negra a assumir uma cadeira de conselheira seccional da OAB Pernambuco. O fato histórico foi destacado pelo presidente Bruno Baptista como o compromisso da instituição com a equidade de gênero e de espelhar a pluralidade da sociedade brasileira. “Nossa sociedade é plural e heterogênea e Manuela Alves vem dar mais colorido e negritude ao nosso Conselho. A chegada da primeira advogada negra ao Conselho veio tarde, mas deve ser muito comemorada”, explicou.

Manoela Alves foi eleita em função da saída da conselheira Monalisa Ventura, que renunciou por motivos de mudança de domicílio para outro estado. A nova conselheira possui uma trajetória extensa de trabalho na OAB Pernambuco. Em 2008, foi convidada pelo então presidente da seccional Jayme Asfora para compor a comissão de Diversidade Sexual e Gênero (CDSG), criada naquele ano. Hoje, além de membro da CDSG, ela atua como vice-presidente da Comissão de Igualdade Racial (CIR), secretária-geral da Comissão da Mulher Advogada (CDMA) e membro da Comissão de Perícia Forense.

Para Manoela Alves, a sua entrada no Conselho Pleno representa uma desconstrução de paradigmas e uma ressignificação de espaços que precisam ser ocupados por perfis mais plurais. “Os espaços de poder precisam ser ocupados por ideias que sejam diversas, porque é através da diversidade que podemos crescer, rompendo barreiras e promovendo a inclusão. A representatividade está pautada no acesso de pessoas de todas as raças, idades, gêneros, orientações sexuais e religiões aos espaços importantes da nossa sociedade. A OAB é a Casa da Cidadania e para seguir assim precisa continuar acompanhando a pluralidade da nossa sociedade”, comentou.

REPRESENTATIVIDADE FEMININA – A nomeação de Manoela Alves também reforça a política da OAB-PE de valorização da participação feminina. A presença das mulheres nos cargos direção na OAB-PE alcança quase a paridade de gêneros. Na atual gestão, do triênio 2019-2021, 43% dos cargos de direção da seccional e das 25 subseccionais são ocupados por mulheres. Com isso, a OAB-PE cumpre antecipadamente, e com sobra, o mínimo de 30% de participação feminina nos cargos da Ordem, que passará a ser obrigatório a partir de 2022 para todo o sistema OAB.