Outorga da Medalha Antônio de Brito Alves agraciou magistrados que se destacaram pela urbanidade com advogados e advogadas

24 agosto de 2018

A OAB Pernambuco realizou pela primeira vez na noite da quinta-feira passada, 23 de agosto, a solenidade de entrega da Medalha Antônio de Brito Alves. Foram agraciados seis juízes e desembargadores que se destacaram principalmente pela urbanidade com profissionais da advocacia, as partes e servidores. De maneira inédita no estado, os contemplados foram indicados por advogados e advogadas por meio de votação livre e direta.

Receberam diploma e a comenda os magistrados Manoel Erhardt e Nilcéa Maggi, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), Stênio Neiva e Clicério Bezerra, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e, do Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT6), Gustavo Cisneiros e Sérgio Torres – representado na solenidade pelo desembargador Eduardo Pugliese. Presidente do TRF5, Manoel Erhardt fez um pronunciamento em nome de todos os homenageados no qual ressaltou a importância da realização de ações que estimulem o incremento dos laços entre o Poder Judiciário e os profissionais da advocacia.

Em nome da família, o conselheiro seccional da Ordem em Pernambuco Gustavo Freire, neto mais velho de Antônio de Brito Alves, agradeceu a deferência pela escolha do nome do avô para batizar a comenda. “A simplicidade, o desapego, o espírito público de servir à causa da Justiça despido de todas as vaidades, foi aquilo que caracterizou a vida de meu avô, cuja falta física lamento todo santo dia, ainda hoje. A criação desta bela Medalha, acima de tudo meritocrática, resgata, contudo, de certa maneira, um pouco das saudades, transformando-as em orgulho pelo homem que Antônio de Brito Alves foi. Obrigado por este gesto a quem devotou uma vida inteira ao Direito e ao sonho de um mundo mais solidário”, concluiu.

O presidente da OAB Pernambuco, Ronnie Preuss Duarte, falou da escolha de Antônio de Brito Alves para nomear a comenda por seu destacado desempenho nas áreas acadêmica e jurídica, onde atual como advogado e desembargador do TJPE. Ele enfatizou que a medalha se diferencia por ser uma homenagem prestada de forma livre e direta por advogados e advogadas exclusivamente a magistrados de tribunais lotados no estado e concedida somente uma vez a cada três anos.

“Os agraciados são pessoas reconhecidamente qualificadas, capazes de ter uma visão transcendente e ver as pessoas por trás dos processos e dos profissionais da advocacia. Eles se destacam pela urbanidade que deve permear as relações de magistrados com as partes, servidores e advogados e advogadas”, enfatizou Duarte.

Mais – A escolha do nome de Antônio de Brito Alves para a medalha foi feita pelo Conselho Pleno da OAB-PE. Nascido no Recife em 15 de maio de 1921 e graduado em 1947 pela Faculdade de Direto do Recife, atuou na defesa de presos políticos e de perseguidos pela ditadura no Brasil na segunda metade do século XX. Integrou a Academia Pernambucana de Letras e foi um dos responsáveis pela implantação do curso de Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde recebeu foi professor do ano e paraninfo de diversas turmas de graduação. Em 1986, Antônio de Brito Alves assumiu a função de desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Faleceu em 23 de abril de 1991.

Crédito das imagens: Alysson Maria

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